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Sacolas plásticas: com a palavra, o consumidor

Uma abrangente pesquisa feita pelo Datafolha em maio revela que a grande maioria dos consumidores prefere as sacolas plásticas para transportar suas compras e cuida de não desperdiçá-las, reutilizando-as e dando-lhes uma destinação ambientalmente correta após o uso.

Dos consumidores entrevistados em uma mostra qualificada de 1.123 pessoas na Região Metropolitana de São Paulo e nas cidades de Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre e Recife, 84% apontaram as sacolas plásticas como o meio mais frequente para carregar as compras. Sacolas de pano e nylon são usadas por 11%, carrinhos de feira por 3%, e caixas de papelão por 2%. Indagados especificamente sobre qual seria o melhor meio para transportar as

compras, 50% indicaram as sacolas plásticas, 27% as de pano, nylon e de feira, 12% os carrinhos de feira, 6% as caixas de papelão, 3% as sacolas de papel e 2% outros meios.

Os que optaram pelas sacolinhas plásticas relataram como razões para essa escolha a resistência dessas embalagens e sua reutilização. O Datafolha mostra que 88% dos usuários de sacolas plásticas costumam reutilizá-las, 7% as descartam e 6% as remetem para reciclagem. Este dado é duplamente relevante. Primeiro, porque demonstra que a grande maioria dos consumidores dá novo uso à sacola ou as recicla; assim, não as desperdiça.

Segundo por mostrar que ainda há um trabalho educacional a ser feito em relação aos 7% que descartam, conscientizando-os sobre o potencial de reuso e reciclagem das sacolinhas. Com isso, daremos mais um passo para a preservação ambiental.

Em questão com múltiplas escolhas, os entrevistados que reutilizam as sacolas indicaram que o fazem para acondicionamento de lixo (96%), recolhimento de sujeira de animais (51%), utilização para transportar outros objetos (66%), separação do lixo a ser levado à reciclagem (39%), armazenamento de mantimentos (26%), preservação de roupas (17%) ou utilização como matéria prima para confeccionar outros produtos (4%).

Essa resposta é bastante interessante por mostrar a importância das sacolinhas para a saúde pública (acondicionando o lixo de forma segura e higiênica), para a economia (protegendo as roupas ou transportando outros produtos) e para o meio ambiente (acondicionando os descartes recicláveis para levá-los à reciclagem, ou reciclando-as para fabricar novos produtos).

O Datafolha mostra ainda que 82% não concordam com o pagamento pelo uso das sacolas plásticas. Em resposta que permitia escolhas múltiplas, 81% concordaram em que a cobrança pelas sacolinhas daria mais lucro para o comércio; 57% concordam em que a proibição da distribuição das sacolas prejudicará a população; 96%, em que o comércio distribua sacolas

biodegradáveis, caso as sacolas plásticas fossem proibidas.

Neste último caso, 64% entendem ser obrigação do comércio fornecer gratuitamente alternativas para transportar as compras. Somente 10% acham que o comércio deveria vender outro tipo de sacolas.

Feitas de polietileno, as sacolas plásticas são 100% recicláveis. No entanto, o Datafolha mostra que a maior parte da população desconhece esse fato. Equivocadamente, 45% opinaram que as sacolas não são recicláveis. Somente 38% responderam que as sacolas plásticas são recicláveis. E 17% não souberam responder.

Todos esses resultados levam a duas conclusões. Os consumidores preferem as sacolas plásticas e portanto não querem seu banimento. E a educação é o caminho para garantir o direito de os consumidores escolherem a melhor embalagem para transportar suas compras e contribuírem para a preservação do meio ambiente, mediante o uso consciente das sacolas plásticas e seu descarte correto.

Fonte: Artigo de Miguel Bahiense, presidente da Plastivida Instituto Sócio Ambiental dos Plásticos e do INP – Instituto Nacional dos Plásticos

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