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Debate sobre jornada de trabalho acende alerta para impactos na indústria e na economia

A proposta de redução da jornada de trabalho no Brasil tem gerado preocupação no setor industrial, especialmente pela forma como o tema vem sendo conduzido. A Federação das Indústrias do Estado do Paraná defende que a discussão precisa avançar de forma mais ampla, técnica e com participação efetiva do setor produtivo.

Segundo a entidade, a falta de diálogo e a condução acelerada do tema podem comprometer decisões que terão impacto direto sobre a competitividade da indústria, o emprego e o crescimento econômico.

Estudo aponta riscos ao PIB e ao emprego

Levantamento técnico realizado pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná em parceria com a Tendências Consultoria simulou os efeitos da redução da jornada de 44 para 40 horas semanais.

Os resultados indicam impactos relevantes, com possível retração do Produto Interno Bruto (PIB) de até 1,9% no primeiro ano, podendo chegar a 2,9% em um horizonte de cinco anos.

No mercado de trabalho, o estudo projeta que cerca de 1,3 milhão de trabalhadores podem perder seus empregos ou migrar para a informalidade. Em cenários mais intensos, a redução pode atingir até 5,7% dos postos formais ao longo do período analisado.

Experiência internacional reforça cautela

De acordo com a análise, experiências internacionais também apontam efeitos adversos após a redução da jornada em países como França, Portugal, Alemanha e Japão. Entre os principais impactos observados estão o aumento do custo por hora trabalhada, substituição de mão de obra e dificuldades na geração de novos empregos.

Defesa da negociação coletiva

A entidade destaca que a indústria brasileira é heterogênea, com setores que apresentam diferentes níveis de automação, produtividade e estrutura de custos. Nesse contexto, a adoção de uma medida uniforme pode gerar desequilíbrios relevantes.

Por isso, a Federação das Indústrias do Estado do Paraná defende que eventuais mudanças nas relações de trabalho sejam conduzidas por meio da negociação coletiva, garantindo maior flexibilidade e segurança jurídica para empresas e trabalhadores.

Produtividade e ambiente de negócios no centro do debate

Outro ponto levantado é a necessidade de priorizar agendas estruturantes antes de mudanças dessa magnitude. A entidade reforça que o Brasil ainda enfrenta desafios relacionados à produtividade, o que exige investimentos em tecnologia, qualificação profissional e melhoria do ambiente de negócios.

Necessidade de debate técnico e responsável

Para o setor industrial, a discussão sobre jornada de trabalho deve considerar seus impactos de forma ampla, evitando decisões apressadas. O entendimento é de que medidas com potencial de afetar toda a economia precisam ser avaliadas com base em dados, diálogo e visão de longo prazo.


Fonte: Adaptado de posicionamento da Federação das Indústrias do Estado do Paraná
🔗 https://agenciafiep.com.br/2026/04/20/debate-sobre-jornada-de-trabalho-ignora-impactos-para-a-economia-do-pais/

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