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Tecnologia sustentável transforma PETs em colchão e laminado

Na onda do ecologicamente correto, empresas investem na criação de produtos que aliam inovação e sustentabilidade para decorar a casa e aumentar o conforto dos seus moradores. A reutilização de garrafas plásticas é um método adotado em algumas das iniciativas, que ainda elencam ideias como o desenvolvimento de madeira plástica. Saiba como a tecnologia tornou possível colocar em prática essas ideias sustentáveis:

Colchões de garrafa plástica

A Trisoft desenvolveu o Sistema PETFOM, que utiliza garrafas PET recicladas. Para reaproveitar o material, as garrafas são coletadas e, após passar pela lavagem, transformadas em flocos. “Esses flocos plásticos são processados por maquinário de última geração, passando por processos patenteados de produção para se transformar no Sistema PETFOM”, explica o CEO da Trisoft, Maurício Cohab. Daí em diante, o processo de fabricação inclui prensa, corte, lavagem, secagem, além do uso de máquinas extensoras, estiradoras e estufas, para dar forma à fibra.

A confecção de um colchão de casal absorve cerca de 1.260 garrafas, que substituem lâminas de espuma e de feltro utilizadas nos modelos convencionais. Segundo a empresa, a troca possibilita a otimização de custos e recursos, sem prejuízos ao conforto e tornando o colchão 100% reciclável. A tecnologia tem patente requerida e será licenciada pela empresa para que seja aproveitada na indústria brasileira. Caso o colchão precise ser descartado, também pode ser reciclado.

Laminados ecológicos

A Lamiecco reutiliza garrafas plásticas para desenvolver chapas, bobinas e fitas para revestimento de móveis, paredes e forros. A fábrica gaúcha calcula que, a cada três metros de laminado, são recicladas 40 garrafas PET. Por mês, chegam a ser reutilizadas 8 milhões de garrafas, o que coloca a média anual no patamar de 96 milhões de unidades. Com vida útil de dez anos, o produto é descrito como imune a cupim, umidade, mofo e fungos.

O processo de reaproveitamento do material começa com a separação das garrafas por cores e por origem (as enviadas por coleta seletiva têm a reciclagem facilitada), seguida pela remoção de rótulos e tampas. Depois de passar por uma linha de superlavagem, onde é descontaminado com água quente e produtos químicos, o material é transformado em flocos plásticos, descreve o diretor geral da Lamiecco, Alexandre Figueiró. Por um processo de extrusão, os flocos são derretidos e fundidos novamente em formato laminar. O equipamento, importado dos Estados Unidos, produz até uma tonelada de lâminas a cada hora. Após o resfriamento, as chapas passam pela texturização, onde ganham formato e cor conforme a encomenda do cliente.

Outras iniciativas

Resíduos plásticos descartados pela indústria e restos de madeira e serragem – provenientes de madeireiras certificadas – são aproveitados para a criação da Madeplast. A madeira de plástico pode ser utilizada na construção de decks, pergolados, painéis, píeres e outros tipos de área externa. A empresa, incubada em 2008 na Universidade Positivo, em Curitiba (PR), contou com colaboração de pesquisadores da Universidade de Campinas (Unicamp), do Senai-PR e da Universidade Federal do Paraná (UFPR). A criação foi premiada por instituições como CNPq e Ministério de Ciência e Tecnologia e recebeu o Destaque Ozires Silva de Empreendedorismo Sustentável da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Outra iniciativa é o Travesseiro Ecofriendly desenvolvido pela Altenburg. Com fibras recicladas de garrafa plástica – submetidas a um tratamento especial para serem aplicadas no produto -, a empresa têxtil usa 15 PETs para cada unidade fabricada. A companhia ainda oferece outros modelos de travesseiro que contam com revestimento feito a partir da reciclagem de garrafas.

Aposta na fartura fiscal

As promessas de início de ano do governo eram de crescimento do PIB de pelo menos 4,5%, inflação na meta e geração de um superávit primário global de 3,1% do PIB. A esta altura já se sabe que nada disso será cumprido. O crescimento do PIB mal chegará a um terço do que havia sido prometido, a inflação deve permanecer bem acima da meta e o governo já reconheceu que o superávit primário pretendido se tornou inatingível por larga margem. Nesse quadro, o que mais preocupa é o discurso desconjuntado com que o governo tem tentado racionalizar as dificuldades que vem enfrentando para entregar o desempenho macroeconômico que prometeu.

Boa parte das críticas nessa linha tem sido direcionada ao Banco Central (BC). Mesmo analistas mais complacentes não têm deixado de apontar as sérias falhas de comunicação que têm marcado o esforço do BC de tornar compreensível a condução da política monetária. Grande celeuma vem sendo suscitada pela insistência do BC na previsão de que a inflação, em algum momento, deverá convergir para a meta “de forma não linear”. Como não se sabe bem o que isso pode significar, já há quem avente que o que está sugerido é que a convergência deverá ser tão surpreendente que nem mesmo o BC vem conseguindo antecipar como de fato será.

Mas tudo é relativo. E a verdade é que a pior parte do discurso econômico do governo não é a que diz respeito à política monetária, e, sim, à política fiscal. Como é desse lado da política macroeconômica que o governo se tem mostrado mais propenso a transgredir regras e práticas estabelecidas, tem lhe sido muito difícil manter um discurso minimamente respeitável sobre a condução da política fiscal.

O ministro da Fazenda acaba de admitir oficialmente que o governo não terá mais como atingir a meta de superávit primário. Importa notar que o abandono da meta não adveio de mudança deliberada e preanunciada na condução da política fiscal. O que houve foi simples explicitação de um quadro de descontrole. Como a arrecadação federal teve crescimento real de mais de 10% em 2011, a Fazenda atravessou boa parte de 2012 apostando na sobrevida dessa fartura fiscal. Deixou que as despesas primárias corressem soltas, com expansão real da ordem de 6% nos 12 meses terminados em setembro, ritmo quatro vezes mais rápido que o do crescimento do PIB. E ainda achou que lhe sobrava cacife para promover programas pontuais de desoneração, sem abrir mão do cumprimento da meta fiscal.

Agora, a menos de dois meses do fim do ano, a Fazenda afinal constatou quão inconsequente foi sua aposta na fartura fiscal. Na esteira do pífio desempenho da economia, o crescimento real da arrecadação caiu de 10% ao ano para pouco mais de 1%. E o governo teve de admitir que já não tem mais como cumprir a meta fiscal. Para tentar salvar a face, a Fazenda improvisou às pressas o argumento de que o abandono da meta apenas denotava uma opção pelo investimento e pelo crescimento. E anunciou que, agora, vai buscar cumprir a meta ajustada de superávit primário, que exclui o valor dos investimentos do PAC.

A ideia da meta ajustada já não fazia sentido quando a condução da política fiscal era pautada pela necessidade de manter sob controle o endividamento do setor público. No quadro atual, em que o que deveria estar pautando a política fiscal de curto prazo é o seu impacto sobre a demanda agregada, a adoção da meta ajustada faz menos sentido ainda. E o pior é que é bem possível que nem mesmo a meta ajustada o governo consiga cumprir.

Pelos canais usuais, portanto, a política fiscal em curso está trazendo substancial impulso adicional à demanda agregada. E é bom ter em mente que boa parte do efeito expansionista da política fiscal vem envolvendo canais menos usuais, como é o caso das vultosas transferências diretas de recursos do Tesouro às instituições financeiras federais. O que ainda não se sabe é se todos esses impulsos fiscais estão sendo levados devidamente em conta na condução da política monetária.

Fonte: o Estado de São Paulo

 

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