Sindicato da Indústria de Material Plástico no Estado do Paraná
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Setor de transformados plásticos em situação dramática

A presidente do Sindicato da Indústria de Material Plástico no Estado do Paraná (Simpep), Denise Dybas Dias, alerta que o setor de transformados plásticos está definhando diante do atual cenário econômico e político do Brasil.

A retomada da economia ainda é incerta e a situação está cada vez mais preocupante no país, segundo ela.

“Devemos, portanto, ter muita cautela, repassar os custos dos  reajustes aos nossos clientes e  cuidar com os números da empresa, pois estamos vivendo um período de depuração de todos mercados. A boa notícia é que as empresas que se manterem neste período, vão colher bons frutos no futuro”, destaca.

No Paraná, a taxa de desemprego do setor do plástico foi drasticamente acentuada com demissões de aproximadamente 2.100 colaboradores, no período de janeiro a julho deste ano, de acordo com levantamentos realizados pelo sindicato da categoria. O estado já ficou em 2º lugar em volume de produção e agora está na 4º posição no ranking nacional.

O Governo, preocupado em aumentar arrecadação em setores de petróleo e energia, onde não existe concorrência, acabou por estender essas onerações para os demais setores que lutam por espaço no mercado.

A matéria prima das indústrias de plástico é comercializada com base no preço internacional e câmbio, somado o imposto de importação, o que resulta em um dos maiores do mundo, inviabilizando a competitividade das indústrias brasileiras no mercado internacional e fazendo com que as mesmas sofram as importações de produtos acabados.

A energia elétrica, que é um dos maiores custos para a indústria de transformação, também vem acentuando este cenário. Os recentes reajustes nas tarifas e a bandeira vermelha dobraram os valores das taxas de energia. Muitas indústrias ficaram inviabilizadas de arcar com esse custo, alerta a presidente do Simpep.

O setor de transformados plásticos é fornecedor de inúmeros setores, como o automotivo, linha branca, construção civil, alimentos, higiene, etc. No Paraná, percebemos a queda no volume de produção das indústrias em média de 20%.

“Outro dado alarmante é que até mesmo embalagens para alimentos – que sempre foram o termômetro da demanda – sofreram a mesma queda”, acrescenta.

Segundo ela, não existem planos de investimentos no setor, ao contrário, muitos estão encolhendo suas plantas; desligando máquinas e eliminando turnos de trabalho. “Muitas empresas  estão com dificuldades financeiras e com risco iminente de fechamento”, informa.

 

Base de empregos no Paraná

Vale ressaltar que as Micro Pequenas e Médias Empresas do setor de plástico respondem por 100% dos estabelecimentos do setor no Paraná e 99% no Brasil. Respondem assim, respectivamente, por 90% e 86% dos postos de trabalho.

No Brasil as MPES respondem 68% do emprego da indústria de transformação, enquanto no Paraná a participação é de 69%.

No PIB da indústria, a participação das micro e pequenas (22,5%) enquanto as médias empresas participam com (24,5%).  Fonte: (SEBRAE,2011)

 

Dados do Ministério do Trabalho e Emprego

Segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego, no primeiro semestre de 2015 houve a perda de 916 postos de trabalho no setor plástico do Paraná, no Brasil, ocorreram 8.887 demissões neste setor em 2015. No mesmo período do ano de 2014, haviam sido criados 2.773 postos de trabalho no Brasil e 18 no Paraná.

O saldo de trabalhadores em 2015 é o menor desde o ano de 2011 no Brasil e desde 2012 no Paraná, a variação anual pode ser vista no gráfico abaixo:

VARIAÇÃO ANUAL DO NÚMERO DE EMPREGOS DO SETOR PLÁSTICO (2007 A 2015)

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FONTE: MTE/RAIS(2013) e CAGED (JAN/14 a JUN/15)

 

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