Sindicato da Indústria de Material Plástico no Estado do Paraná
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Olhando para o futuro da indústria do plástico no Brasil

denise

O último dia 12 de maio ficará marcado na história do nosso País com a abertura do Processo de Impeachment e o afastamento de Dilma por até 180 dias, o que nos oferece a oportunidade de olhar para o futuro com alguma esperança, porém com a mesma severa vigilância às instituições e mobilização em torno das propostas do novo presidente interino da República, Michel Temer.

Diante de tantos desafios cotidianos do nosso setor, não podemos deixar de cobrar as  reformas na economia e na máquina pública que o novo governante se propôs a fazer para aquecer a economia e retirar o Brasil da situação atual calamitosa. As mesmas precisam ser aprovadas pelo Congresso Nacional.

Ou seja, o Day After não é uma página em branco, muito pelo contrário, são inúmeros os registros de inconsequência e ineficiência da antiga gestão, que vão muito além das pedaladas fiscais que inviabilizaram diversos setores da economia e particularmente o nosso segmento, entre as quais a priorização de políticas de desenvolvimento para poucas e grandes indústrias, em detrimento do restante da cadeia, que inviabilizou o crescimento e a competitividade internacional do plástico.

Sabemos que a taxa de crescimento do Brasil caiu de 7,5%, em 2010, para -3.8 % em 2015; e que uma contração ainda pior está por vir em 2016. No nosso setor a crise deve ser puxada para baixo ainda mais fortemente por conta da retração dos setores automobilístico e de máquinas e equipamentos, que vão afetar principalmente os fornecedores de matérias-primas, como nós.

Segundo o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (IEDI), as quedas na produção de veículos automotores e de máquinas e equipamentos, influenciaram o declínio  de 16,1% das fabricantes de produtos de borracha e plástico.

E a inflação (a mais alta em 12 anos) deve elevar o desemprego que já se aproxima de 10% , fazendo despencar a moeda nacional, que desde 2012 caiu em mais de 40% com relação ao dólar americano e um terço com relação aos dólares australiano e canadense.

Por tudo isso e um pouco mais, o Índice de Confiança do Empresário Industrial, medido pela CNI, caiu para 40,2 pontos, em fevereiro de 2015. Trata-se do menor nível de toda a série histórica do levantamento, iniciada em 1999.

Ou seja, estamos no epicentro de um momento crítico e até mesmo desnorteador, mas não podemos deixar que as tensões  nos tirem a visão do presente, muito menos do futuro.

Precisamos cobrar um Legislativo mais ágil, um Congresso Nacional comprometido com a nação e evitar que os mesmos vícios do passado sejam cometidos.

Sabemos que o caos político não vai passar de um dia para o outro,  portanto, torna-se imperativo o associativismo neste momento, discutindo  em conjunto com os nossos pares um caminho para blindar as indústrias e o nosso patrimônio neste momento difícil.

Por conta disso, o SIMPEP tem buscado oferecer aos associados soluções para amenizar o forte impacto que a crise trouxe ao setor, trabalhando para melhorar a eficiência do consumo de energia nos parques fabris,  diversificar serviços  jurídicos que trazem benefícios fiscais e de prevenção de passivos, além de incentivar o networking, que se fortalece ainda mais com a união de todos.

Como disse Winston Churchill  “nunca deixe uma boa crise ir para o lixo.” Vamos trabalhar  para sairmos fortalecidos deste processo e com combustível extra para novos os desafios! Contamos com o apoio e o poder de influencia de todos os associados na busca de soluções e melhorias para o nosso setor.

Denise Dybas Dias, Presidente do Sindicato da Indústria de Material Plástico no Estado do Paraná (SIMPEP)

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