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O novo ponto de venda é digital e a embalagem precisa acompanhar

A transformação digital no varejo já não é tendência: é realidade operacional. A Inteligência Artificial passou a integrar a infraestrutura das lojas físicas e plataformas digitais, redefinindo processos, estratégias comerciais e a própria experiência de compra. Nesse novo cenário, a embalagem assume papel cada vez mais estratégico.

A digitalização do ponto de venda — com etiquetas eletrônicas, sinalização digital e integração a sistemas de gestão — permite atualização instantânea de preços, campanhas e informações de produto. O resultado é maior eficiência operacional, redução de erros e mais transparência para o consumidor.

Quando o varejo passa a operar em tempo real, toda a cadeia produtiva precisa acompanhar esse ritmo. E isso inclui a indústria de embalagens.

Da função física à experiência digital

Se antes a embalagem era predominantemente um suporte físico para proteção e comunicação básica, agora passa a integrar a jornada digital do consumidor. Recursos como QR Codes dinâmicos, rastreabilidade ampliada, conteúdos variáveis e comunicação segmentada aproximam o mundo físico do digital.

Nesse contexto, decisões de compra deixam de ser apenas intuitivas e passam a ser orientadas por dados. A embalagem se torna:

  • Fonte de informação

  • Canal de comunicação

  • Plataforma de experiência

  • Ferramenta de rastreabilidade

  • Suporte para personalização

IA, personalização e novos modelos de varejo

A adoção crescente de Inteligência Artificial no varejo impacta diretamente:

  • A relação com o consumidor

  • A personalização das ofertas

  • O planejamento da cadeia de abastecimento

  • A eficiência logística

Com ciclos mais curtos de campanha, ajustes frequentes de estoque e maior pressão por flexibilidade, a indústria de embalagens precisa repensar prazos, modelos produtivos, estoques e portfólio. A capacidade de adaptação passa a ser diferencial competitivo.

Especialistas que acompanharam a NRF Big Show destacam que a IA já funciona como infraestrutura do varejo e que a cadeia produtiva precisa estar integrada a esse novo ecossistema. O ponto de venda físico permanece relevante, mas conectado a dados, algoritmos e experiências híbridas.

Conexão, integração e estratégia

A embalagem passa a exercer papel estratégico ao:

  • Conectar o físico ao digital

  • Apoiar modelos logísticos mais fragmentados

  • Viabilizar rastreabilidade

  • Sustentar relacionamento pós-compra

Se o ponto de venda é cada vez mais digital e inteligente, a embalagem não pode permanecer estática. Empresas que não integrarem suas soluções aos sistemas digitais do varejo tendem a perder espaço nas decisões estratégicas da cadeia.

A pergunta que se impõe é direta: sua embalagem está preparada para essa nova realidade?


Fonte

https://www.abief.org.br/flex-tendencias/o-novo-ponto-de-venda-e-digital-e-a-embalagem-precisa-acompanhar/

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