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Mais leve e mais resistente, plástico tem substituído diversos materiais

A Braskem inovou para atender as cidades. Da mobilidade urbana à construção civil, a empresa diversifica cartela de produtos e direciona investimentos na redução de gases do efeito estufa na atmosfera

Peças que se encaixam como um grande jogo de montar. Leves e resistentes, capazes de durar por décadas. Bons isolantes térmicos, além de uma qualidade ainda mais sonora aos ouvidos: sustentáveis, já que ajudam a reduzir as emissões de gás carbônico (CO2).

Disfarçados na composição de alguns produtos tão comuns no cotidiano sob nomes complicados como polietileno, policloreto e polipropileno, os plásticos têm sido empregados em substituição a materiais fabricados com ferro e aço, por exemplo. Nessa lista, estão bueiros, carrinhos de supermercado, peças de automóveis, botijões de gás, contêineres e até casas inteiras que dispensam os compostos tradicionais e são feitos inteiramente de plástico.

Ao listar algumas das características das resinas plásticas, como o famoso PVC, fica fácil entender o porquê delas terem se tornado o kit salvação da construção civil. Graças à versatilidade e durabilidade, o material virou coringa e deixou de ser exclusividade da parte hidráulica. Antes restrito a eficiente, porém, escondida tarefa de ligar tubos, conexões e outras tantas funções no interior de paredes, o PVC passou a fazer parte da estrutura visível de casas e apartamentos. Hoje, portas, janelas, forros e por último as telhas de PVC viraram itens tão comuns em construções quanto pisos e revestimentos.

“O grande benefício do PVC na construção civil é a produtividade. Com a utilização dos kits prontos, é possível construir uma casa inteira reduzindo o prazo em mais de 30 dias. Isso é importantíssimo se você considerar o déficit de mão de obra e o custo de uma obra”, explica Marcelo Cerqueira, vice-presidente da Unidade de Vinílicos da Braskem. “Esse é um trabalho de inovação muito forte realizado em parceria com empresas clientes, sempre tentando estar à frente do que está sendo pensado no mundo”, explica Cerqueira.

Sem desperdício

Porém, em tempos de ‘Economia Verde’, não basta ser talentoso se não tiver jeito para bom moço. E nisso, o PVC prova que é capaz. Utilizado como material substituto a produtos tradicionais, o plástico reduz o impacto ambiental de uma construção. Por conta da facilidade de se trabalhar com o PVC, os desperdícios são reduzidos a 0% se comparado a outros materiais. “As telhas, por exemplo, não quebram, são mais leves, é fácil de manusear e de transportar”, diz.

Responsável por aproximadamente 50% do mercado nacional de resinas plásticas, com 35 unidades industriais, entre elas na Bahia, a Braskem mira voos ainda maiores para o plástico. Em novembro do ano passado, a Braskem lançou, em parceria com a Global Housing e a DuPont, um projeto de casas inteiras construídas de concreto PVC. No projeto lançado no ano passado pela petroquímica, com o apoio da Secretaria Estadual do Meio Ambiente, uma unidade da nova casa foi apresentada. O imóvel funciona como um prédio anexo do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, em Monte Serrat, na Cidade Baixa.

As novas casas têm as paredes de PVC e o interior preenchido por concreto. Tão seguras quanto qualquer outra construção convencional, a Casa de Concreto PVC tem como vantagem o isolamento acústico e térmico, dispensa pinturas, podendo até ser lavada, não tem risco de ser alvo de cupins e mofo, e ainda reduz o gasto de energia porque não conduz o calor tão fácil como outros materiais. As unidades, de alto padrão de qualidade, são destinadas às classes C, D e E. “Elas podem receber cobertura e ter até quatro andares”, garante Cerqueira.

A tecnologia permite construir em menor tempo edificações inteiras, não apenas casas, mas também escolas, hospitais e outra infinidade de prédios públicos. Além da redução de perdas por entulhos e de matérias, as casas construídas com PVC têm redução no gasto de energia e consumo de água na obra. Por ser um bom isolante na condução de temperatura, o PVC ainda reduz o consumo de energia, tanto nos dias de calor, quanto nos de frio. O PVC ainda garante um ciclo de vida inteiramente reciclável.

MCMV

A ideia é replicar a casa modelo também em unidades que se enquadrem no programa Minha Casa Minha Vida. O primeiro passo já foi dado. A Caixa Econômica autorizou a construção de mil casas de PVC no programa em novembro do ano passado. “A expectativa é que aumente a demanda pelo PVC com a Copa do Mundo de 2014, e as grandes obras de saneamento realizadas em todo o país”, explica Marcelo Cerqueira.

Por conta do aumento da demanda, a Braskem inaugurou em agosto uma nova planta de PVC em Alagoas. O investimento, de R$ 1 bilhão, é o maior já feito em um único projeto desde a fundação da empresa em 2002. Com capacidade produtiva de 200 mil toneladas anuais de PVC, a planta consolida a liderança do Brasil na produção dessa resina na América Latina. “Hoje, temos um centro de tecnologia e informação que está atento ao que de mais moderno está sendo produzido no mundo, e trabalhamos para ficarmos à frente disso. Desenvolvemos ainda um trabalho de parceria muito forte com os nossos clientes”, revela.

Durabilidade

O coordenador de Meio Ambiente da Braskem, Luiz Carlos Xavier da Silva, explica que o plástico tem passado por uma mudança na forma como é usado na sociedade. “Antes, o plástico era utilizado em produtos que tinham um ciclo de vida curto. Porém, o que se tem percebido é que o uso do plástico deve valorizar aquela que é uma de suas maiores qualidades: a durabilidade. Então, temos de utilizá-lo para fazer aquilo que a gente quer que dure por muito tempo”, defende.

Braskem investe em tecnologia para mobilidade sustentável

A leveza e a durabilidade do plástico são grandes aliadas da mobilidade sustentável. Desde 2007, montadoras de veículos têm utilizado cada vez mais alta tecnologia para aumentar a quantidade de peças plásticas na composição dos veículos. São para-choques, tanques de combustível, painéis, bancos, cintos de segurança, pedais, maçanetas, retrovisores, entre outras.

Isso garante que os veículos saiam de fábrica pesando cada vez menos. Assim, menos combustível é queimado para fazê-lo se movimentar nas ruas cada vez mais apinhadas de veículos. A natureza agradece. Menos gases nocivos à atmosfera são lançados no ambiente, o que reduz, por exemplo, a emissão de gás carbônico (CO2).

Nos últimos 30 anos, a porcentagem de plásticos nos automóveis cresceu de 5% para mais de 15% no peso total. “O uso do plástico faz com que haja uma redução direta na emissão de gases do efeito estufa”, explica Luiz Carlos Xavier da Silva, coordenador corporativo de Meio Ambiente da Braskem.

Há ainda uma redução indireta, explica o coordenador. É que, justamente por conta da leveza, as embalagens plásticas reduzem o peso durante o transporte de mercadorias que cruzam o país de norte a sul.

“Com cargas mais leves, é possível transportar mais produtos, e assim menos combustível é queimado para transportá-los”, diz Luiz Carlos Xavier. O plástico entra, de forma indireta, no ciclo da redução da emissão de gases responsáveis por aumentar a temperatura do planeta, segundo apontam alguns especialistas no clima.

Produtos vendidos nos Estados Unidos e Europa

Conhecido como o plástico verde, o polietileno produzido pela Braskem a partir da cana-de-açúcar, fez sua estreia no mercado de construção neste ano. Em parceria com a Tigre, a petroquímica lançou as chamadas grelhas ecológicas, grades de plástico utilizadas para escoamento em substituição às de ferro. A resina é também utilizada no revestimento de cabos elétricos produzidos pela Prysmian.

Do polipropileno são feitas as tampas de bueiros já testadas pelas prefeituras do Rio de Janeiro e de São Paulo. Com um peso 60% menor se comparadas às de ferro, as grades de plástico utilizadas no escoamento das águas suportam uma pressão de até 25 toneladas.

A vantagem maior em relação às antigas é que as grades de polipropileno são menos alvos de roubos por conta do alto valor no mercado de reciclagem. Na capital paulista, mais de 500 tampas e grades eram roubadas por mês, o que gerava um prejuízo anual de cerca de

R$ 1,2 milhão.

O plástico também quer garantir seu espaço dentro de casa. Botijões de gás fabricados com uma resina de alta resistência terão metade do peso dos tradicionais. Reciclável, o novo botijão já é comercializado em alguns países da Europa e nos Estados Unidos. Aqui no Brasil, cerca de 12 mil consumidores das regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre já estão testando as novas embalagens.Móveis fabricados a partir de madeiras plásticas são outra opção para uso do produto.

Fonte: Correio

 

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