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Indústria paulista demitiu 7 mil funcionários em junho

Segundo a Fiesp, o resultado só não foi pior por causa do bom desempenho do setor de açúcar e álcool

A indústria paulista teve um saldo de 7 mil demissões em junho deste ano na comparação com maio, informou ontem a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Em relação ao mesmo mês de 2011, a Pesquisa de Nível de Emprego da Indústria da transformação paulista registrou um saldo de 86 mil demissões em junho de 2012.

Os resultados levaram a um saldo de 31 mil contratações no primeiro semestre deste ano ante o mesmo período de 2011. Dos 22 setores nos quais a Fiesp divide a indústria paulista, 12 demitiram, oito contrataram e dois permaneceram estáveis em junho.

Os resultados da pesquisa em junho foram os piores da série, iniciada em 2006, para o período, com exceção do ano de 2009, marcado pelo início da crise internacional. O indicador caiu 0,39% na série com ajuste e 0,27% sem ajuste sazonal. O mesmo correu na variação acumulada do primeiro semestre, que neste ano foi positiva em 1,20%, pior resultado também desde 2006, excetuando 2009. De acordo com a entidade, o resultado de junho só não foi mais desastroso por conta do saldo positivo registrado no setor de açúcar e álcool.

No entanto, segundo o diretor do Departamento de Pesquisa Econômica da Fiesp, Paulo Francini, o setor de açúcar e álcool vem diminuindo anualmente o ritmo de criação de vagas. No acumulado do ano até junho, o setor registrou alta de 29,6% no nível de emprego perante 2011, o pior resultado da série histórica para o período. No acumulado do 1.º semestre de 2011, a alta havia sido de 46,1%, que era, até então, o pior desempenho da série histórica.

Mecanização O motivo da desaceleração, de acordo com Francini, é o aumento da mecanização no campo. “Açúcar e álcool não vai bem comparativamente ao que foi no ano passado e reflete a mecanização que progride ano após ano.”

O diretor da Fiesp, que na divulgação do mês passado havia esboçado uma esperança de recuperação nas contratações da indústria, voltou a desanimar com os dados de junho.

“Buscamos indícios de que haverá uma recuperação no segundo semestre, mas infelizmente não estamos vendo isso”,afirmou.

A Fiesp projeta que o nível de emprego encerre 2012 com queda de 2,3%. “Mas para isso vamos precisar de uma retomada da indústria, porque atualmente a queda está em 3,19% (em junho ante junho de 2011)”, ressaltou.

Para Francini, as condições macroeconômica do País “caminham na direção certa”, com recuo da taxa Selic, que ontem caiu para 8% ao ano, e câmbio mais favorável.

“Mas o mundo segue de cara feia”, disse, em referência ao peso da crise econômica internacional. “O espírito animal parece assustado”, comentou, fazendo referência ao termo utilizado pela presidente Dilma Rousseff quando fez um apelo às empresas para que reforçassem os investimentos.

Fonte: O Estado de São Paulo

 

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