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Empresas evitam repassar alta de preços

Ninguém acredita que a cotação caia abaixo de R$ 2, como antes. Mas também ninguém arrisca dizer o novo patamar. A falta de cenário? somada a uma economia sem direção definida -ora despenca, ora dá sinais de recuperação – tem levado empresas a represar boa parte dos repasses. “A gente vive um momento claro de desaceleração da renda e do emprego, o que afeta o resultado dos comércio e reduz o espaço para aumento de preços”, diz Paulo Picchetti, responsável pela,pesquisa do índice de Preços ao Consumidor, produzido pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV).

Quem entende muito bem a lógica é Celso La Pastina, sócio proprietário da importadora World Wine, que controla pontos comerciais como a elegante Enoteca Fasano, em São Paulo. Pastina tem mais de 2 mil tipos de vinhos no catálogo e vende quase 600 mil garrafas por mês – todas importadas. Ele segurou o reajuste por três meses e, quando o aplicou, em primeiro de agosto, repassou apenas metade do aumento. “A maior de todas as tragédias é não vender”? diz Pastina. Já sentindo a tarada do mercado, prevê um segundo semestre complicado e reduziu a projeção de crescimento no ano de 8% para 4%. “A luz amarela foi ligada”? diz.

No bolso

Mais do que apenas cautela, o que se identifica é que começa de fato a faltar dinheiro no bolso do consumidor. A Associaçao Brasileira da Indústria da Cerveja (CervBrasil), que reúne os quatro maiores fabricantes do setor (96% do mercado), identificou essa nuance. Entre 2004 e 2012, aprodução de cerveja cresceu 6% ao ano. A festança dá sinais de que chegou ao fim. No comparativo de julho deste ano ao de 2012, a produção caiu pela primeira vez em dez anos.

Os técnicos passaram a limpo todos os indicadores para tentar entender a queda: lei seca, aumento dos arrastões, mudanças climáticas, endividamento. Conclusão: “Falta disponibilidade de renda e, como de costume, a cerveja é um dos primeiros itens que são cortados.” diz Paulo Petroni, diretor da CervBrasil. Nos últimos sete meses, as empresas seguraram os preços num esforço para empatar as vendas do ano como do anterior.

Fonte: O Estado de São Paulo

 

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