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Empresa americana aumenta capacidade de produção de bioplásticos a partir de gases-estufa

A empresa americana Newlight Technologies anunciou no último dia 11 a adição de 100 mil libras por ano (aproximadamente 45 ton/ano) em capacidade de produção à sua linha de produção que converte gases atmosféricos e gases-estufa em plásticos de alta performance. Segundo a Newlight, seus produtos são competitivos em preço com relação a polímeros derivados do petróleo.

A linha ampliada da empresa está totalmente operacional e incorpora uma série de tecnologias protegidas por patentes e com patentes pendentes. Os plásticos feitos a partir da linha estão sendo vendidos a clientes que possuem aplicações que variam desde peças de mobiliário e recipientes de armazenamento até aplicações de filme.

Fundada em 2003 por profissionais oriundos da Universidade de Princeton e da Universidade Northwestern, a Newlight vem desenvolvendo, patenteando e comercializando uma tecnologia inovadora que extrai moléculas de carbono e oxigênio do ar contendo gases-estufa e converte essas moléculas em plásticos. A tecnologia da Newlight pode ser operacionalizada através de um ampla variedade de fontes de carbono, incluindo gases-estufa derivados de sistemas de tratamento de efluentes, aterros e instalações de energia. Os plásticos obtidos não utilizam derivados de petróleo ou de matéria prima alimentar e tem preços competitivos em relação aos plásticos convencionais.

“A adição desta capacidade de produção é resultado de um foco singular: fabricar resinas plásticas a partir do ar e de gases-estufa que igualem ou ultrapassem o desempenho de resinas derivadas de petróleo e ao mesmo tempo tenham um preço mais competitivo do que aquelas”, afirmou o CEO da Newlight, Mark Herrema. “Esta linha é um marco importante para a Newlight, porque atinge esses objetivos e fornece uma plataforma poderosa em nosso caminho para produção em larga escala”.

A Newlight afirma ter a capacidade de produzir resinas baseadas em PHA (polihidróxi-alcanoatos) com desempenho que pode suplantar grades de polipropileno, polietileno, ABS e TPU.

A tecnologia fundamenta-se em uma alta eficiência biocatalisador/polímero, na redução de custos de processamento e na funcionalização do polímero para produzir materiais baseados em PHA com desempenho competitivo em relação a plásticos derivados do petróleo.

Se for aprovada comercialmente, a tecnologia pode se tornar uma rota altamente sustentável em relação aos plásticos hoje obtidos de fontes convencionais. A Newlight diz que planeja adicionar vários milhões de libras de nova capacidade de produção a médio prazo.

Fonte: Newlight

 

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