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Economista prevê mudanças no atual modelo “just in time”

Confira matéria do Jornal Valor Econômico que aborda questões relacionadas com o “just in time”. A crise gerada pela pandemia expôs várias vulnerabilidades dos modelos de negócios na opinião de  Daniel Schmand, chefe global de finanças comerciais do Deutsche Bank.

Segundo ele,  a principal lição aprendida está na revisão do modelo das cadeias de suprimento,  um ponto fraco para a operação das indústrias. Para ela os países emergentes terão de diversificar suas cadeias de fornecedores.

No sistema “just in time”, as empresas operam com estoques mínimos e isso foi fatal no início da crise, porque os fornecedores internacionais suspenderam a entrega de peças e componentes. A lição pode fazer com que algumas indústrias busquem diversificar fornecedores. “Acredito que veremos uma preferência maior por fornecedores geograficamente mais próximos”, disse ele. Nas indústrias mais críticas, deve haver um aumento dos estoques, em oposição ao modelo de hoje.

Veja alguns pontos da entrevista:

FUNCIONAMENTO DA INDÚSTRIA

Schmand espera ver mudanças nas cadeias de suprimentos globais, mas não apenas na sua distribuição geográfica: a identificação desta vulnerabilidade deve mudar também a maneira como a indústria funciona. Para os países emergentes, a lição pode fazer com que algumas indústrias busquem diversificar fornecedores, ou comecem a olhar mais para alternativas como a reciclagem de metais.

O economista acredita que não veremos mais grandes ações por parte do Banco Central Europeu (BCE) no curto prazo, mas que uma recuperação econômica lenta pode gerar a necessidade de mais estímulos, caso as indústrias comecem a sofrer com a falta de ecomendas.

MUDANÇAS NO MERCADO INTERNACIONAL

Eu espero ver uma mudança enorme nas cadeias globais de suprimentos. Acredito que veremos uma preferência maior por fornecedores geograficamente mais próximos. Nas indústrias mais críticas, eu acredito que veremos um aumento dos estoques, em oposição ao modelo just-in-time usado agora.

REVISÃO NAS CADEIS DE SUPRIMENTOS

As cadeias de suprimento provavelmente passarão por uma profunda revisão, seja para matérias-primas, seja para peças de reposição. E há uma clara tendência para maiores estoques e nearshoring.

ESTOQUES MAIORES

As indústrias manterão estoques maiores. Especialmente se estivermos falando de metais raros e críticos para o funcionamento da indústria. Não estou falando, portanto, de petróleo, mas de metais como o paládio.Estes são componentes críticos, não é possível trabalhar sem estoques deles e eles vêm de lugares específicos. Mas é claro que haverá especificidades. Não temos petróleo na Alemanha, por exemplo, então pode ser que tenhamos de manter níveis mais elevados de estoques.

MERCADOS EMERGENTES

Eu acho que as pessoas às vezes esquecem que alguns países foram atingidos triplamente. Se você é um país emergente dependente da exportação de commodities e então é atingido pela covid-19, você foi vítima disso. Você já não tem uma posição muito sólida, sofre os efeitos indiretos da pandemia nos preços de petróleo, por exemplo, e então é atingido Pela pandemia em si, essa é a minha principal preocupação. Então a minha precisão é que aqueles que já enfrentavam grandes desafios antes terão de enfrentar desafios ainda maiores, enquanto aqueles que estavam em uma boa posição vão se sair melhor, terão um ganho relativo. A diferença entre as economias desenvolvidas e as emergentes pode ficar maior.

FONTE: https://valor.globo.com/empresas/noticia/2020/06/22/economista-preve-mudancas-no-atual-modelo-just-in-time.ghtml

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