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Braskem investe em produção adicional e custo menor para 3º trimestre

Após reportar no segundo trimestre deste ano o Ebitda recorde de R$ 1,152 bilhão, a Braskem está diante de um cenário que poderá ser ainda mais favorável no terceiro trimestre. O período, historicamente intenso em vendas, será marcado também pela recuperação da plena atividade no polo de Camaçari (BA) e, consequentemente, o aumento da taxa de instalação na unidade de PVC em Alagoas.

Além disso, a turbulência na economia mundial reduziu os preços das matérias-primas e gerou momentânea valorização do dólar, um fator importante na receita com exportações e na tentativa da companhia de conquistar o mercado perdido para as resinas importadas. De acordo com o presidente da companhia, Carlos Fadigas, a petroquímica brasileira almeja retomar a participação de mercado em queda devido ao avanço de resinas produzidas nos Estados Unidos e na Colômbia, entre outros países.

No caso do PVC, por exemplo, os importados responderam por 37% do mercado no segundo trimestre. “O mercado reagiu rapidamente (à menor oferta da Braskem) importando e nosso desejo é recuperar esse market share”, afirmou o executivo. A taxa de utilização da Braskem em eteno, principal matéria-prima da cadeia petroquímica, ficou em 83% no segundo trimestre e deverá subir ao longo do segundo trimestre, já que a meta da companhia é encerrar o ano com operação anual de eteno próxima a 87%. O mesmo ocorrerá no segmento de polipropileno

(PP), cujas operações foram prejudicadas no segundo trimestre devido a um impasse entre a Braskem e a fornecedora Petrobras.

A taxa de utilização nesse segmento, que foi de apenas 75% no segundo trimestre, deve saltar para 90% no terceiro trimestre, segundo Fadigas. A exceção ficará por conta do segmento de polietilenos (PE), no qual a companhia deverá perder parte da capacidade de produção devido à parada programada para manutenção na antiga Rio Polímeros (Riopol), ocorrida no mês passado. A expectativa de menor produção de resinas em mercados como a China e o Oriente Médio somada a um câmbio menos desfavorável às exportações, pode contribuir também para o avanço da companhia no mercado externo.

As exportações de poliolefinas da Braskem no primeiro semestre foram 24% superiores ao total vendido no mesmo período do ano passado, a despeito do câmbio. O resultado com vendas externas foi melhor até mesmo do que as vendas internas, cujo resultado semestral foi 4% inferior.

Fonte: O Estado de S.Paulo.

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