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BC vê piora na inflação, mas fala em ‘cautela’

BC fala em cautela com os juros e mercado se divide sobre alta da taxa

O Banco Central elevou a previsão para a inflação deste ano – para acima de 4,5%, centro da meta fixada pelo governo – e sinalizou que a alta de preços pode não ser temporária. As informações estão na ata do Copom, divulgada ontem. Sobre aumento da taxa de juros, atualmente em 7,25%, o BC fala em “cautela”, o que foi entendido pelo mercado como sinal de que pode adiar o aumento dos juros, ou que este pode ser menor do que o esperado.

O Banco Central afirmou que houve nova piora na inflação e que a alta recente dos preços pode não ser um movimento temporário. Apesar de reconhecer a situação “desfavorável”, o BC disse que vai aguardar a divulgação de novos dados para decidir, “com cautela”, quando aumentará a taxa básica de juros (Selic). As informações estão na ata do Comitê de Política Monetária (Copom) divulgada ontem, na qual explica por que decidiu, na semana passada, manter os juros em 7,25% ao ano.

O BC elevou suas previsões para a inflação de 2013 e 2014. Embora não divulgue os números, disse que estão acima de 4,5%, centro da meta fixada pelo governo. No trecho da ata mais comentado pelo mercado financeiro, o Copom disse que a resistência dos preços em cair pode indicar que a inflação está se acomodando em um patamar mais elevado. A avaliação reforça o sinal dado pelo presidente do BC, Alexandre Tombini, que retirou de seu discurso a afirmação de que o índice de preços “cairia no segundo semestre”.

Apesar da piora, a instituição afirma que incertezas em relação à economia interna e externa recomendam que a política monetária seja administrada “com cautela”. Essa última palavra foi interpretada como sinal de que o BC pode adiar o aumento dos juros ou promover um aperto menor que o estimado 110 mercado. A frase também contribuiu para avaliação de que o Copom endureceu o discurso, mas em um tom abaixo do esperado.

Divisão. Para a maioria dos analistas consultados ontem, depois da divulgação da Ata do Copom, pelo serviço AE Projeções, o documento indica como certa a alta dos juros em 2013. A dúvida é sobre quando o aperto deve começar. De 27 economistas, 10 acreditam que a Selic começa a subir em abril; 10 que o aumento se inicia em maio; duas, em agosto; e outra espera alta em outubro. Já quatro instituições (Bradesco, Tendências, Siemens Brasil e Banco Fator) preveem estabilidade até o fim do ano.

O diretor de Pesquisas Macroeconômicas do Bradesco, Octávio de Barros, avaliou a ata como “ponderada e serena”. “O BC se mostra sem pressa”, afirmou. Para ele, “cautela” pode significar que, caso seja necessário aumentar a Selic, as altas seriam de 0,25 ponto porcentual a cada reunião, o ajuste mínimo que pode ser aplicado pela instituição em seus encontros. Para o Itaú-Unibanco, a ata indica que um provável ciclo de alta começaria em maio, mas, caso haja alívio na inflação, a elevação de juros pode não ocorrer neste ano.

O economista-chefe da LCA consultores, Braulio Borges, disse que o BC deve aumentar os juros logo, provavelmente em maio. Para ele, o BC deve esperar para ver os efeitos de medidas adotadas, como a desoneração da cesta básica, anunciada após a última reunião do Copom.

Crescimento. Economistas também destacaram mudança na visão do BC sobre a atividade. Para a instituição, a recuperação é menos intensa que o esperado, mas dados recentes apontam retomada do investimento e crescimento mais próximo do potencial do País. O Copom também reafirmou que o fraco desempenho da economia se deve a limitações na oferta, o que não pode ser resolvido com corte de juro, instrumento de controle da demanda. Disse ainda que inflação elevada gera distorção que deprime o investimento e reduz o potencial de crescimento.

Na semana passada, o Copom havia retirado do comunicado da decisão sobre os juros a afirmação de que a taxa ficaria estável por período “suficientemente prolongado”, expressão usada desde outubro. Disse apenas que vai acompanhar o cenário para definir seus próximos passos.

Fonte: O Estado de São Paulo

 

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