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Ativos de PVC da Solvay voltam ao radar, após Innova

Depois da aquisição da Innova, que pertencia à Petrobras, pela nacional Videolar, do empresário Lírio Parisotto, as expectativas do mercado voltam-se para o futuro dos ativos de PVC da Solvay, que estão sendo disputados pela mexicana Mexichem, controladora da Amanco, e pela petroquímica Braskem.

No dia 16 de agosto, a Petrobras anunciou a venda da Innova, em Triunfo (RS), por R$ 870 milhões, incluindo dívidas de R$ 23 milhões. As negociações já duravam meses. Para a Videolar, esses ativos são considerados estratégicos, uma vez que a unidade produz estireno (insumo para produção de plástico utilizado pelas indústrias de linha branca e produtoras de copos descartáveis). A empresa gaúcha também produz poliestireno e etilbenzeno, que são matérias-primas da borracha sintética, de resinas acrílicas e da resina poliéster, utilizadas na fabricação de descartáveis, tintas, isopor, pneus, embalagens e papel, entre outros.

A aquisição da Innova coloca a Videolar em uma situação confortável em estirênicos, ultrapassando a Unigel, que era líder em capacidade instalada no Brasil.

Com o negócio da Innova fechado, o mercado está na expectativa sobre a venda dos ativos de PVC da Solvay no Brasil e Argentina. Para as duas principais interessadas, a compra é estratégica. Para a Mexichem, os negócios de PVC da Solvay permitem a verticalização dos negócios da companhia no Brasil. Para a Braskem, reforça a posição da petroquímica no Brasil – o grupo inaugurou uma unidade de PVC em Alagoas – e marca a estreia da companhia no mercado argentino. No ano passado, a Solvay colocou esses ativos à venda e já estaria analisando as propostas recebidas por esses ativos, segundo fontes. Procuradas recentemente pelo Valor, Mexichem e Braskem não comentam o assunto. Esses ativos estão estimados pelo mercado em cerca de US$ 500 milhões.

Os investimentos no setor químico e petroquímico no Brasil têm sido pontuais, uma vez que a nafta, principal matéria-prima disponível no país para o setor petroquímico, não está com preços competitivos, se comparado com o gás natural no mercado internacional.

O último grande investimento anunciado pelo setor foi o da Basf em 2011. A companhia está investindo cerca de € 500 milhões na construção de um complexo industrial para produzir ácido acrílico em Camaçari (BA). O propeno será a principal matéria-prima para fabricar ácido acrílico, utilizado em tintas, indústria têxtil e no setor de mineração, entre outros, bem como acrilato de butila, insumo para indústria têxtil e construção civil, e polímeros superabsorventes, usados para produzir fraldas, para tratamento de água e extração de petróleo, entre outras aplicações.

Fonte: Valor Econômico

 

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