20 de fevereiro de 2026
A transformação digital no varejo já não é tendência: é realidade operacional. A Inteligência Artificial passou a integrar a infraestrutura das lojas físicas e plataformas digitais, redefinindo processos, estratégias comerciais e a própria experiência de compra. Nesse novo cenário, a embalagem assume papel cada vez mais estratégico.
A digitalização do ponto de venda — com etiquetas eletrônicas, sinalização digital e integração a sistemas de gestão — permite atualização instantânea de preços, campanhas e informações de produto. O resultado é maior eficiência operacional, redução de erros e mais transparência para o consumidor.
Quando o varejo passa a operar em tempo real, toda a cadeia produtiva precisa acompanhar esse ritmo. E isso inclui a indústria de embalagens.
Da função física à experiência digital
Se antes a embalagem era predominantemente um suporte físico para proteção e comunicação básica, agora passa a integrar a jornada digital do consumidor. Recursos como QR Codes dinâmicos, rastreabilidade ampliada, conteúdos variáveis e comunicação segmentada aproximam o mundo físico do digital.
Nesse contexto, decisões de compra deixam de ser apenas intuitivas e passam a ser orientadas por dados. A embalagem se torna:
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Fonte de informação
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Canal de comunicação
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Plataforma de experiência
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Ferramenta de rastreabilidade
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Suporte para personalização
IA, personalização e novos modelos de varejo
A adoção crescente de Inteligência Artificial no varejo impacta diretamente:
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A relação com o consumidor
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A personalização das ofertas
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O planejamento da cadeia de abastecimento
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A eficiência logística
Com ciclos mais curtos de campanha, ajustes frequentes de estoque e maior pressão por flexibilidade, a indústria de embalagens precisa repensar prazos, modelos produtivos, estoques e portfólio. A capacidade de adaptação passa a ser diferencial competitivo.
Especialistas que acompanharam a NRF Big Show destacam que a IA já funciona como infraestrutura do varejo e que a cadeia produtiva precisa estar integrada a esse novo ecossistema. O ponto de venda físico permanece relevante, mas conectado a dados, algoritmos e experiências híbridas.
Conexão, integração e estratégia
A embalagem passa a exercer papel estratégico ao:
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Conectar o físico ao digital
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Apoiar modelos logísticos mais fragmentados
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Viabilizar rastreabilidade
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Sustentar relacionamento pós-compra
Se o ponto de venda é cada vez mais digital e inteligente, a embalagem não pode permanecer estática. Empresas que não integrarem suas soluções aos sistemas digitais do varejo tendem a perder espaço nas decisões estratégicas da cadeia.
A pergunta que se impõe é direta: sua embalagem está preparada para essa nova realidade?
Fonte
https://www.abief.org.br/flex-tendencias/o-novo-ponto-de-venda-e-digital-e-a-embalagem-precisa-acompanhar/
