Sindicato da Indústria de Material Plástico no Estado do Paraná
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Entre as cinco maiores do País

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Há mais de 18 anos no setor de embalagens plásticas, o empresário Val­mor Picolo, diretor da Zival­plast, criou uma moderna estrutura fabril em Quatro Barras, região metropolitana de Curitiba. A empresa, que foi ranqueada entre as cinco maiores indústrias atuantes no ramo de embalagens plásticas personalizadas do Brasil, destaca-se pela qualidade de seus produtos, excelente atendimento ao cliente e tecnologia de ponta em maquinários e impressoras de alta definição.

Este ano, por conta do cenário econômico desafiador para todo empresário do setor, foi também o momento de efetivação de mudanças, inovações, e muita criatividade, com substituições de máquinas por outras mais produtivas e com contenção de gastos de energia e mão de obra. “Enfim foi o ano de fazer mais com menos  para poder conviver com um mercado em retração”, divulga o empresário, sócio diretor da Zivalplast.

De todo o contexto,  o que refletiu de maneira mais contundente sobre o setor, segundo ele, foi o aumento significativo no custo da energia elétrica, uma vez que este insumo para a transformação de plástico é representativo.

Além disso, outro impacto grande foi a mudança nos impostos  da principal matéria prima, que no Brasil é dolarizada, “com preços que variam ao sabor variação do câmbio e das resinas no mercado externo, sem falar no custo da mão de obra e de outros insumos. No ano em que há mais oferta do que demanda, o empresário precisa ser herói para repassar os custos e sobreviver neste cenário de competitividade acirrada”, destaca.

“Acreditamos que as encomendas voltem ao normal quando o País encontrar uma maior estabilidade na politica e no mercado financeiro,  possibilitando uma baixa da inflação e consequentemente nos juros praticados pelos bancos”, avalia Picolo.

Segun­do ele, a sua empresa  chegou a reduzir o quadro de funcionários em mais de 120  pessoas, desde abril de 2014, realizando demissões e na grande maioria das vezes reposição de colaboradores que rescindiram com a empresa. Com isso, ao final do ano de 2015, ele deve chegar a uma produção e faturamento praticamente nos mesmos níveis atingidos no ano passado.

“Desde que haja maior estabilidade politica e financeira em 2016, eu diria que o pior já passou, porque as empresas, cada uma de sua forma, foram se adaptando ao momento difícil vivido. Quem fez a lição de casa, tenho a certeza que sairá fortalecido para avançar no mercado brasileiro com mais força e solidez. Ou seja, tanto no mercado interno como no externo, que hoje está estimulado pelo câmbio”, analisa.

Em sua opinião, crise é sinônimo de oportunidade. “Eu vivenciei as maiores crises do setor financeiro no Brasil,  em 1986 e  1994, respectivamente (o Plano Cruzado e o Plano Real)  e sempre superei as dificuldades com o trabalho em equipe, estimulando os gestores com metas de trabalho e buscando o atingimento  dos objetivos”, lembrou.

Em sua opinião, os colaboradores devem conhecer muito bem os custos de cada operação e atuar com atitude de dono da empresa. “Quanto mais pessoas pensarem assim, mais fácil é a tarefa do ajuste e mais as pessoas se sentem valorizadas”, defende Picolo.

Além da linha completa de sacos e sacolas personalizadas, a Zival­plast também possui em nova planta uma linha completa de embalagens para alimentos e higiene com filmes monocamada e laminados até 8 cores e TNT estampado em bobinas de 50 a 300 metros, normalmente comercializados em centros de distribuição.

Para Valmor Picolo, o  SIMPEP, onde participa como diretor, tem sido muito importante trajetória profissional, sustentando suas ações e ampliando o contato com empresários do setor para discutir  problemas e atuar em conjunto na busca de soluções, tanto na esfera estadual como nacional.

“Temos enfrentado uma carga tributária no Paraná que dificulta a competição com indústrias localizadas em outros estados, que têm benefícios diferenciados do ICMS, tanto na entrada como na saída, é o caso no RJ e BA. Esta é uma demanda importante que SIMPEP atua, além dos problemas, dos recicladores, formação de MO, treinamentos, seminários, entre outros”, finaliza Picolo.

 

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